Ver diferente, por Marcia Dias Barbosa – Coluna Psi.com/Travessia

Don Oleari Publicado por em fev 16 2012. Arquivado em colunas, posts. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

- Há muitos sonhadores, idealistas e complicados que podem fazer a diferença neste mundo.

Valdete questiona: – “como as pessoas percebem uma mesma coisa ou fato de forma diferente e, ao mesmo tempo, são tão parecidas em determinadas reações? Com minhas perguntas e anseio de respostas sou muitas vezes criticada como criadora de caso e de gostar de complicar”.

Valdete, realmente um fato – ou situação – pode ser visto, percebido e sentido de forma diferente por cada pessoa, e se observarmos o processo de desenvolvimento do ser humano perceberemos uma sincronicidade de ações e reações em determinadas fases de seu desenvolvimento que independem de localização geografica ou temporal , de avanços tecnológicos ou de condições ambientais.

Acredito em uma programação invisível onde o ser humano está em estado de prontidão permanente para responder, no momento “x”, de determinada maneira.

Isto torna-se mais visível no desenvolvimento infantil, onde o meio ambiente ainda não deixou marcas significativas que possam escamotear ou mascarar sua naturalidade de agir e reagir.

Há duas observações a fazer que considero complementares, uma é a particularidade de respostas diante de um mesmo estimulo, o que permite diferenciar uma pessoa de outra,tornando cada uma única. A outra observação é a presença de uma rede invisível de comunicação que envolve toda a humanidade e todos os seres vivos, formando ligações através de frequencias energéticas que podem influenciar pensamentos, atitudes e até comportamentos dentro dessa rede.

Quando estudante,tinha dificuldade em aceitar algumas matérias como se fossem estanques, pois percebia haver uma conexão entre elas e de como essa conexão era importante, não só para minha compreensão como para minha relação com o mundo externo.
As matérias eram apresentadas como começo e fim em si mesma e eu queria mais, saber além do que estava sendo exposto com porquês e buscas de alternativas.

Fui uma pedra no sapato para alguns professores, tenho certeza, assim como acredito quer você também o seja.
A percepção de que o mundo não é plano pode realmente gerar conflitos com o ambiente externo e criar um grande sentimento de angústia.
Pessoas especiais que percebem haver algo diferente ou mais amplo do que é apresentado são consideradas diferentes. Ser diferente é apenas ser diferente, mas é sempre colocado como algo que marginaliza.

O fato de sua sensibilidade perceber a existência de algo mais, de transcender o aparente, de apontar a direção não significa receber respostas. Esta, é você que precisa buscar. Estrada longa, ao mesmo tempo que é encantada,e angustiante, pois é a sua estrada e você está nela aparentemente sozinha.

A sensação é de que você está em um pais onde se fala uma língua universal, você a compreende, mas parece haver necessidade de uma senha, da qual não se lembra para que possa ser compreendida e aceita como membro.
Focalizar o saber intuitivo, aceitá-lo e acreditar nele. Esta é a senha.

Espero ter podido ajudá-la no seu engatinhar. Voltaremos a este assunto mais e mais vezes. Com certeza.
Há muitos sonhadores, idealistas e complicados que podem fazer a diferença neste mundo.

Abraços carinhosos
Marcia

marciadbarbosa@gmail.com

A psicóloga Márcia Dias Barbosa escreve quinzenalmente no Portal Don Oleari Ponto Com. Próxima coluna, dia 2 de março.

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