1 – O resultado foi dentro do esperado, sem muitas surpresas, mas com repercussões para os próximos desfiles.
2 – Grupo de acesso quase faz Liga e sambistas desmaiarem de raiva.
3 – Alcione Pinheiro tem uma equipe ruim, Rogério Sarmento tem uma boa equipe
4 – A Pega no Samba precisa deixar de ser uma mera escolinha
No grupo de acesso a coisa foi bem ruim, a Lieses reclamou da qualidade e a imprensa também. A Arco Iris, que pretendia fazer um grande desfile e impressionar para entrar concorrendo em 2013, ficou a desejar. A Rosas de Ouro reclama dos jurados, mas desfile é assim mesmo, corpo de jurados não é ciência exata. A Tradição Serrana está no primeiro grupo no ano que vem. Se mereceu ou não é outro papo.
A que caiu foi a Barreiros, ficou em 10º lugar e não fez um bom trabalho, mas se caísse a Andarai, em 9º lugar, ficaria também de bom tamanho, pois as duas não estiveram bem.
A Imperatriz do Forte, em 8º lugar, se especializou em ficar entre o sexto e nono lugar. Até quando o povo do Forte São João vai suportar isto? Existem reclamações que pedem que Robinho da Harmonia assuma a escola para ela crescer.
A Pega no Samba, em 7º lugar, é outra que precisa tomar um rumo e deixar de ser escolinha, que siga o exemplo da Boa Vista, que foi escolinha e hoje é uma potência.
A Novo Império, em 6º lugar, dá se o desconto de ter feito um desfile com muitas dividas da direção anterior.
A Jucutuquara em 5º lugar é a mesma coisa, assumiu uma nova diretoria que fez um carnaval em duas semanas.
A São Torquato em 4º lugar é a grande surpresa na classificação. Um acerto foi a contratação de Ricardinho para puxar o samba; um erro fatal foi homenagear Rosa Magalhães e ela não vir desfilar.
Nas três primeiras nenhuma novidade
A Piedade ficou em 3º lugar, mas se quiser ser campeã tem que deixar de pensar pequeno e não comemorar medalha de bronze. Piedade já foi grande e se quiser voltar a ser tem que ter mais atitude e gastar mais dinheiro.
A Mug, que leva mais um vice-campeonato, perdendo para ela mesma. Uma escola grande não pode cometer erros infantis como perder pontos por infringir regulamentos. Na pista faltou uma voz que representasse a escola, a entidade deve investir em um novo intérprete, talvez Kleber Simpatia da Jucutuquara, como querem alguns dirigentes.
A grande campeã, a Boa Vista, mereceu – “passou passando”, como dizem os locutores esportivos. Deve haver unanimidade dos jurados elegendo-a como melhor escola, aí será desmentido o escritor Nelson Rodrigues ao dizer que “toda unanimidade é burra”. No mundo do samba comenta-se que a diretoria colocou inúmeros e verdadeiros corais com 30 pessoas em cada arquibancada cantando o samba e incentivando o público a cantar. Se for verdade, funcionou. Seu diretor de harmonia, Anderson Binão, declarou:
- “nunca mais repetiremos este desfile, deu tudo certo” – com o que, concordo!
No geral foi um bom trabalho da Liga das Escolas (Lieses), com Rogério Sarmento à frente. Se vai ganhar a reeleição em maio é outra conversa, mas merece.
Já o secretario de Cultura da Prefeitura de Vitoria, Alcione Pinheiro, teve que quebrar muito a cabeça para as coisas funcionarem no Sambão do Povo, apesar de ter uma equipe ruim, diferente de Rogério, que tem um time bem melhor, fez um ótimo trabalho, que poderia ser excelente.
Mas quem deu um show foi a impressa capixaba na cobertura do desfile, antes, durante e depois. Pena que com pouco apoio dos organizadores. Não se tem um assessor de comunicação oficial na Liga das Escolas, funciona com o Armando Chafic colaborando.
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