- Por Anilson Ferreira
Hoje vamos tratar de um tema que todo folião que desfila ou já desfilou enfrenta e como as autoridades do carnaval não evoluíram para amenizar ou acabar com eles. Seguiremos a ordem do desfile para ouvir personagens que brilham na pista, mas para chegar até lá tem que enfrentar ladrões de plumas, beliscões nos bumbums, deixar carros alegóricos pelo caminho e doar fantasias, entre outros.
Por outro lado o que fazem a Liga das Escolas de Samba e Secretaria de Cultura da Prefeitura de Vitoria, que afirmam que antes era muito pior, mas nos próximo ano melhorias estão sendo previstas?
Escolas do grupo de acesso reclamam
da distância do local de desfile
A Arco Iris, que vai estagiar, enfrenta, segundo seu presidente Josemilson
Pereira, a falta da equipe completa do staf do desfile que não vai lá na
quinta-feira 9, com isto alguns problemas de última hora, que poderiam
ser resolvidos na hora, viram um problemão.
A Rosas de Ouro, com seu diretor de carnaval, o veterano radialista Aylor
Barbosa, acha que já passou da hora das autoridades do samba connstruirem um barracão comunitário para a montagem dos carros alegóricos, próximo ao Sambão do Povo.
A Tradição Serrana sente a falta de um local onde as passistas possam se
arrumar sem serem incomodadas. O presidente Jason Gomes já ouviu reclamações
de moças que ao trocar a roupa normal por biquínis, tiveram que
fazer barreirinhas com as baianas no meio da contração.
Para responder as demandas, Armando Chafick, da comunicação da Ligas das
Escolas, responde que na quinta-feira toda equipe da Lieses estará lá.
Quanto ao local para os carros alegóricos, para 2013 já está nos planos e o
local para mudar de roupas, o Teatro Carmelia Será disponibilizado.
- O “enredo” da Liga das escolas e da secretaria é “ano que vem vai ser melhor do que o ano passado”. Na foto, o sambão do povo depois de reformado para 2013.
Sexta-feira 10
Na sexta-feira 10, os vendedores ambulantes entram no meio das alas, só
uma empilhadeira para colocar destaques no alto dos carros alegóricos é
pouco, somem fantasias antes do local da concentração e outras mais.
Na Andaraí, o carnavalesco Wilson Nunes reclama que antes do local destinado
à concentração, fantasias, ou parte delas, são furtadas:
- “já tive que correr atrás de uma moça que pegou minha cabeça, que, por descuido, deixei em cima de um carro alegórico”.
Na Pega no Samba, a presidente de honra Neuzinha Oliveira pede mais uma
empilhadeira, pois são vários destaques que ficam nervosos, pois querem
logo ir para cima de seus carros alegóricos:
- “as roupas pesadas, causam desconforto e estresse, este é um problema fácil de resolve”.
Na Novo Império, o diretor de carnaval Cosme Matos sugere que um mini
carro de som fique antes da concentração para dar recados para as alas, a
formação de baianas e demais:
- “fica difícil a comunicação, nessa mistura louca de componentes de escolas, desocupados, vendedores ambulantes e outros. Um som coletivo para todas as escolas é bem vindo”.
A rainha da bateria Juiany, sua mãe e a madrinha Gizely Simon alugam uma casa próxima ao Sambão para facilitar a ida até a pista. Têm seguranças particulares,
mas não impedem os beslicões no bumbum por parte da torcida:
- “na verdade é mais carinho que agressão, mas tem alguns abuzadinhos, que incomodam”
Para a Jucutuquara o principal problema é na chegada dos carros alegóricos
e no posicionamento, pois algumas escolas chegam atrasadas e complicam a
vida de quem chega no horário. O diretor de barracão, Maurinho Carnaval, já
sentiu este problema na pele:
- “em 2010 teve aquele problema envolvendo algumas escolas, que, por pouco, não terminou em tragédia, devido uma escola entrar na frente da outra”.
Quanto à Imperatriz do Forte, a última a desfilar, o diretor de carnaval
Robinho do Forte, acha que o maior problema é que muitos dos que trabalham no staf já foram embora:
- “além de componentes de outras escolas, que são fominhas e quererem desfilar novamente, causando embaraços com nossa harmonia, tendo que botar intrusos para fora das alas”.
Comunicação da Liga das Escolas
Wemerson Torres, da comunicação da Liga das Escolas, diz que nas questões de roubos de fantasias, cada um tem que cuidar das suas. Sobre as empilhadeiras vai tentar mais uma. Quanto ao carro de som para orientar alas, para este ano não vai dar, fica para 2013. Sobre a demanda do posicionamento dos carros alegóricos, a Liga das Escolas estará no local para fiscalizar.
No sábado o bicho pega, triplicando o público que fica no entorno da concentração. Os diretores têm que ficar atentos às sabotagens, pois já
jogaram ácido na direção de carros alegóricos, furtaram calcinhas e
sultiens da uma passista, diretores de harmonia tem que expulsar bêbados
antes do desfile começar e muito mais.
A direção da São Torquato reclama que pega o público frio por ser a
primeira. Seu presidente, Betinho do Samba, sugere que um bloco de animação
desfile antes para aquecer o publico:
- “ser a primeira não é fácil, as equipes da Prefeitura de Vitoria e da Liga das Escolas, o som, ainda tá tudo muito frio e acabamos sendo as cobaias”. Na verdade quem deveria abrir seriam as escolas que caíram para o grupo de acesso”, pondera Betinho.
“Mais banheiros”
Na Barreiros, o presidente Marquinhos Matoso (com Gil na foto) acrescenta que a maior dificuldade e levar carros alegóricos pesados dos barracões para o Sambão,
além dos quebra molas no percurso. A falta de mais banheiros na concentração é outra demanda:
-“tem baianas que fazem rodinhas para fazer pipi, outras vão à matinha, perto da maré. Tem que ter mais banheiros”.
Para o assessor de comunicação Caulite Junior, da Boa Vista, o problema maior
é na dispersão com um batalhão de foliões que pedem parte ou todas as
fantasias: “nós temos que desfilar em outras cidades e o conjunto das
roupas fica desfeito e quando não se dá as fantasias, tem reclamação e até
briga:
- “a segurança na dispersão tem que ser maior. Lá é salve se quem puder, acontece de tudo mesmo”.
Na Piedade, o intérprete Marquinhos Gente Bamba acha que deveria ter um camarim para o conjunto musical ali na concentração. Alega que o assedio é grande e falta privacidade:
- “Temos que dar atenção ao público e isto desgasta. Uma tenda fechada resolveria o problema”
A MUG, última a desfilar, tem no presidente Robertinho Mug Ribeiro um
driblador dos problemas pré-desfile. Primeiro, quando trás os carros
costuma vir com um pacote de dinheiro com notas de cinco e dez reais:
- “temos que pagar ajudantes, cortar e comprar fios que derrubamos, já tive
que comprar todo o estoque de pipoca de um pipoqueiro que não queria tirar
o seu carrinho para passarmos com nossa alegoria pesada”.
Os fios próximos ao Sambão são baixos e isto já deixou um carro da Mug avariado. Um dirigente da Mug, que prefere o anonimato, diz que quando um carro da Mug deu problemas no meio da pista, foi descoberto que jogaram um ácido químico em sua direção, causando danos, o que levou a escola para o segundo grupo.
O secretário de Cultura da Prefeitura de Vitoria, Alcione Pinheiro, que já foi mestre sala, diz conhecer todos os problemas do antes e depois da avenida e responde que ao abrir o desfile a escola tem que trazer sua torcida em ônibus gratuito.
Quanto ao grupo de acesso abrir o desfile, diz que isto é com a Liga das
Escolas.
Sobre mais banheiros, diz que é fácil providenciar e vai pedir mais seguuranças na dispersão. No tocante a um camarim para os intérpretes, Alcione acha que se der uma para eles, as rainhas de baterias, diretorias e outros também vão querer, “e aí fica impraticável”, diz.
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