Presidente da Liga das Escolas de Samba muda som da avenida, mantém jurados de fora e bota fé em um bom desfile

Don Oleari Publicado por em jan 24 2012. Arquivado em Comunidade, Geral, música popular, posts. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

Por Anilson Ferreira

A menos de um mês do desfile nossa equipe foi ouvir a maior autoridade do carnaval capixaba. O que esperar da festa? Sempre otimista e acreditando na superação dos problemas por parte dos sambistas, Rogerio Sarmento, foto, o presidente da Ligas das Escolas de Samba do Espírito Santo (LIESES), confirma novidades, como a que por decisão dos presidentes das escolas de samba em reunião, ficou decidido que o som da passarela será da Colorson, que volta a fazer o trabalho após muitos anos.

Quem vinha autuando na sonorização era DayamMencer, da DM Sonorização, Rogério explica que a mudança não altera grande coisa já que a Colorson comandou o som da avenida desde o tempo dos desfiles da Avenida Princesa Isabel:

- “o time do Lelé tem experiência, bons profissionais que gostam do que fazem e foi uma decisão da maioria das escolas de samba”.

Quanto aos jurados a diretoria da LIESES tentou manter 20 jurados capixabas e 20 de fora, como dicidiram todos. Mas os presidentes de escolas, em sua maioria, voltaram atrás, decidindo por 40 jurados vindos de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Rogerio afirma que não entendeu bem a recuada dos presidentes, mas acatou:

- “na verdade fazemos aquilo que os presidentes querem. Das 13 escolas, a proposta de jurados de fora ganhou por pouco. A diretoria da LIESES espera que no futuro tenhamos um júri só com capixabas ou com quem mora aqui”.

Outra ameaça que paira no ar é a desistência das escolas do grupo de acesso de desfilar, devido a problemas financeiros. Rogerio pensa diferente e garante que o desfile acontece, embora considere os problemas enfrentados:

- “a Tradição Serrana, Rosas de Ouro e Chegou o Que Faltava, estarão na quinta-feira 9 no Sambão do Povo, além da estagiária Arco Iris. Posso garantir isto, reclamar de problemas, da liga, da chuva e demais, tudo isso faz parte do enredo de todos os sambistas’.

- O governador Casagrande, presidente do Banestes, Bruno Negri, Meuzinha da Pega no Samba e Passos, secretário de Turismo.

Sobre a ajuda do Governo do Estado às 14 escolas, Rogerio só tem agradecimentos e afirma que após encontro com o governador a ajuda está confirmada para os próximos anos:

- “o governador Renato Casagrande vai prestigiar o desfile e disponibilizou oitocentos e cinqüenta mil reais, mais trezentos e cinqüenta mil via Banestes para serem divididos entre as agremiações. Só temos que agradecer a ele, por nos jogar esta bóia salva vidas, neste tempo de chuva e enchentes”.

No tocante aos ensaios técnicos, marcados para o final de janeiro, Rogério diz que não obrigatório, mas que toda escola que deseja o titulo ou ficar entre as primeiras deve usar a passarela para esta oportunidade:

- “o bom do desfile técnico é que no Sambão do Povo, nesse dia você pode corrigir erros, no dia do desfile é impossível corrigí-los”.

- Casagrande e os presidentes das escolas de samba

Sobre a volta da Jucutuquara ao desfile, depois de anunciada sua desistência, Rogerio, como ex-presidente e conselheiro, acha que a Coruja nunca ficou fora:

- “como conselheiro, nunca acreditei nesta história da Jucutuquara ficar fora, ela tem que dar uma satisfação a sua torcida, e não e pode brincar ou zombar da Coruja, nas horas ruins todos se unem e podem até beliscar o título”.

A venda de ingressos, camarotes e mesas, Rogério diz que é com a Prefeitura de Vitória e que está feliz pois os camarotes e mesas estão todos vendidos:

- “muitos se confundem, mas este serviço é com a prefeitura, somos parceiros e já temos demandas demais” (Anilson Ferreira).

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