Odmar Nascimento diz que a Chegou o que Faltava tá desfila não desfila

Don Oleari Publicado por em jan 18 2012. Arquivado em música popular, posts, xou. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

Por Anilson Ferreira
Fotos de Jorge Carlos e Reinaldo Nunes

A equipe do Potal Don Oleari Ponto Com foi a todos os 14 barracões das escolas de samba, porém o saldo não foi ótimo, ficando entre o razoável e o bom. Para falar a linguagem do sambista a nota foi 7.

Com este material da Barreiros e Chegou o Que Faltava, cumprimos a meta de escrever e divulgar tudo sobre as 14 escolas de samba, que brilharam no Sambão do Povo durante o desfile. Com isto acreditamos que demos nossa parcela de contribuição. Porém nossa equipe notou que falta muito para um bom desfile, as escolas, com apenas duas exceções, a MUG e a Boa Vista, ainda dependem única e exclusivamente das verbas públicas.

Até a poderosa Jucutuquara, que era independente, se juntou ao bloco das dependentes, quase que total de prefeituras e governos. Na próxima edição seguiremos com a pagina anotando as opiniões sobre os trabalhos das 14 escolas e as suas possibilidades de títulos. Torcendo por um bom desfile (Anilson Ferreira).

Ficar em terceiro lugar é meta da Barreiros

- Gil e Matoso e a diretoria da Barreiros.

Uma das mais tradicionais escolas de samba do carnaval capixaba, a Barreiros, que veio de um bloco, no desfile de 2012 vai soltar foguetes se conseguir a medalha de bronze. Quem afirma isto é o diretor de carnaval e presidente em exercício Matoso, que, como todos os outros, reclama das condições financeiras para desfilar.

O tema é uma reedição do desfile de 2006, com o samba do compositor Luiz Carlos Costa Pereira, “Barreiros Canta a Cultura das Terras de Aracruz”, com a saga da cidade, seus índios, seus imigrantes italianos, a multinacional de celulose Fibria, sua história e praias. Quem vai levar o samba no “gogó”, é Henrique Pelé, uma aposta de Motoso na vaporização da prata da casa:
- “depois de termos intérpretes de outras escolas capixabas e até do Rio, resolvemos valorizar o que é nosso”.

A bateria ficará sob a batuta de Rony da Barreiros, com a rainha Fabíola Marques, uma loira considerada charmosa e bonita – quem afirma é o apresentador de televisão Torino Marques, seu marido e empresário:
- “a Fabíola vem se preparando em uma academia para brilhar na avenida e fazer a Barreiros empolgar o público”.

O casal de mestre sala Henrique e a porta bandeira Laiz, foto, mais uma aposta da “casa” da escola – ela é filha do conhecido mestre sala Kira, que deverá conduzir o casal.

A comissão de frente, quem vai coreografar e cuidar do visual é o próprio carnavalesco Tiago Maia, que acredita em um desfile bem técnico:
- “vamos desfilar em cima dos dez quesitos, bem compacta, empolgada e cuidando de cada detalhe”. Terá 17 alas, fantasias a R$ 150:00, que podem ser adquiridas pelo telefone 027 –
9991-1317, quatro carros alegóricos, dois tripés e um passa alas. Além de duas alas só com índios das aldeias de Caieiras Velhas, o presidente Matoso acredita na receita do bom, bonito e barato:
- “nosso tema ainda espera ter apoio dos políticos de Aracruz, mas boa parte deles foi para a prisão, o que nos deixou enjaulados na parte financeira”. A diretoria está conversando com a empresa de celulose Fibria, prefeitura e câmara da cidade e comercio em busca de apoio financeiro.

Ao longo deste mês de janeiro os ensaios são nos finais de semana, na Avenida Manoel Marques, em São Cristovão, próximo ao Bar do Riquinho. Duas festas estão na agenda, a do aniversário e da apresentação dos protótipos. Sobre se, em tese, por ser o desfile de 2012 num ano de eleição ajudaria a Barreiros, Matoso se declara pessimista:
- “os políticos estão acuados devido a muitas denúncias, mas aqui na Barreiros todos são
bemvindos. Precisamos de parcerias”.

Questionado sobre o equilíbrio do desfile deste ano, Matoso acha que, por falta de recursos, o desfile pode até perder em luxo, mas ganha em originalidade:
- “nós vamos com o regulamento em baixo do braço. Pegamos uma dívida alta, nosso carnaval vai ser pé no chão e brigar para ficar entre as cinco primeiras, sé vier o terceiro é festa”.

Chegou o Que Faltava tá desfila não desfila

Parece ser o mesmo truque da Jucutuquara, alegar que não iria desfilar para dar um susto na comunidade e arrecadar dinheiro para colocar o carnaval na rua. No caso da Chegou o Que Faltava de Goiabeiras, o presidente do conselho, Odimar Péricles Nascimento, foto, diz que se a gigante Jucutuquara ameaçou não desfilar e voltou atrás, a escola de samba de Goiabeiras deve tomar a decisão de não desfilar e pedir licença de um ano à Liga das Escolas de Samba do Espírito Santo (LIESES), por pura falta de recursos, que a própria Liga se recusa a repassar para suas filiadas do grupo de acesso, a Tradição Serrana e Rosas de Ouro, as três mais a Arco Iris do Ibes, que vem estagiando, devem abrir na quinta-feira dia 9 de fevereiro.

Odimar acha que este desfile não vai acontecer:
- “a Lieses nos marginalizou artisticamente, pois não temos samba no CD das Escolas nem televisão transmitindo o desfile, financeiramente fomos sufocados sem verba pública e olhem que somos uma agremiação fundadora da Lieses. Se não mudar o atual quadro, vamos tomar uma decisão coletiva, até o dia 9 de janeiro”.

O presidente da escola, Getulio Marques, passou o comando do carnaval para Odmar, que bolou com seus colaboradores o enredo “As Influências da Índia no Brasil”, com um samba de Arildo do Cavaco e Marquinhos Gente Bamba, que o intérprete Xéxeu e a bateria sob a batuta de Sucuri da Chegou apostam que fará bonito na avenida. Para cuidar das dez alas e três carros alegóricos, o carnavalesco João Venancio traçou um desfile bem enxuto, dinâmico e compacto.

- As passistas da “Chegou” com tudo pra animar a escola

Odimar volta a falar dos problemas da “Chegou”. Diz que os presidentes do grupo especial, que hoje são dez, estão atirando no próprio pé, aprovando decisões da diretoria da LIESES contra a Rosas, Tradição e Chegou, pois as escolas de menor investimento como Barreiros, Andarai, Pega, Imperatriz e outras, se caírem para o grupo de acesso, vão sofrer as amarguras do isolamento que hoje sofre a escola de Goiabeiras:
- “nossos componentes sentem na pele este isolamento. Conclamo as autoridades públicas do Estado a intervir a favor da cultura das comunidades de Goiabeiras, Feu Rosa e Serra Dourada, reduto das três excluídas da LIESES”.

Caso venha a desfilar, a “Chegou”, programa uma festa nesta segunda quinzena de janeiro em Goiabeiras, bem na praça principal para o lançamento do samba e motivar a comunidade, além dos ensaios nos finais de semana.

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