Da janela lá de casa, por Orlando Costa Filho. Olha a Poesia aí…

Don Oleari Publicado por em jan 5 2012. Arquivado em poesia, posts. Você pode acompanhar quaisquer respostas a esta entrada através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta, ou trackbacks a esta entrada

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eu sempre penso
cumpre não olvidar que amor é um sorriso
e se por trás há um siso, não o deixo inflamar!
a força é bruta, esgarça a garganta, o canto
a farsa destorce a imagem que agiganta
num olhar de inocência, de sonho, de complacência…

tarântulas paralisam vozes e por vezes
o peito que se cala, se abala, se embola
não captura e não declama na hora h o verso inefável,
que arranca arrebite, arrebata o bote que se debate
num redemoinho de maledicências que surge
[de não raras e inóspitas
regiões abissais da natureza humana.

eu sempre estranho
palavras aveludadas que escapam de corações tacanhos,
enquant’outros se calam e se nutrem de sonhos
[de várias cores e tamanhos.
as tropas avançam com suas tripas amarradas e trapos
[amordaçantes
ocupando os territórios em que poetas e amantes procuram por
[suas quimeras!
e os dias se vão, mas as flores espargem viço e fragrâncias
da janela lá de casa, através das quais eu vejo a vida passar,
sem deixar o siso inflamar!

ocf

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