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Marcos Vianna | Gutman Uchôa de Mendonça

23rd julho 2012   ·   0 Comments

As pessoas chegam a uma fase da vida, o estágio do crepúsculo, onde os amigos vão rareando com suas presenças na terra. Vez por outra surge no noticiário: fulano morreu! E, sem mais nem menos, a pergunta interior: “Minha vez está chegando?”

Morreu dia 26, último, no Rio de Janeiro o economista Marcos Pereira Vianna, natural de Vitória, Espírito Santo, pertencente à tradicional família capixaba, atuou em importantes organizações, indo presidir o BNDES em 1970, no governo de Garrastazu Médici, atravessando os de Ernesto Geisel e de João Batista Figueiredo.

Elegante, discreto, de educação exemplar, cul tura invejável, falando várias línguas, Marcos Pereira Vianna era um desses capixabas, a exemplo do seu pai, Ary Vianna, de nos dar inveja, pela inteligência e honestidade em tudo que fazia.

Marcos Vianna, como Jones dos Santos Neves Filho e Arthur Carlos Gerhardt Santos eram entusiastas do Centro Industrial de Vitória. Como representante da então CVDR Marcos participou com Arthur e Jones do Conselho da Coplan – Comissão de Planejamento do Estado do Espírito Santo, da qual fui secretario executivo, para construção do Civit. Com o desenvolvimento dos trabalhos, levou o governador Christiano Dias Lopes Filho a criar a Suppin – Superintendência dos Projetos de Polarização Industrial e, mais uma vez, Marcos Pereira Vianna deu sua contribuição, até ser convocado pelo governo para participar da presid ência do BNDES onde, já no governo de Elcio álvares, foi buscar recursos para implantação do Plano Diretor do Civit.

Marcos Pereira Vianna desaparece aos 78 anos, no Rio de Janeiro cidade que ele muito amou e participou da história do seu desenvolvimento, mas nunca esqueceu do Espírito Santo e, um exemplo disso foi sua participação nos conselhos de desenvolvimento do Estado sempre com suas observações firmes e inteligentes.

Marcos Vianna foi cremado, em cerimônia que contou com a presença de seus familiares e amigos, dia 27.06 às 13h00min, no crematório da Santa Casa, no cemitério do Caju, Rio de Janeiro.

Gutman Uchôa de Mendonça é jornalista

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