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Maquiavel joga xadrez em Vitória | Rubens Pontes

18th julho 2012   ·   0 Comments

Eleitor em Vitória, apartidário, acompanho por isso a situação dos políticos capixabas para balizar meu voto nas eleições que aqui se realizam. Amigos me afirmam que um dos candidatos, Luiz Paulo Velloso Lucas, tem boas possibilidades de vitória, já no primeiro turno. Oponente principal, a petista Iriny Lopes poderia fazer-lhe frente, com sucesso, desde que a decisão fosse transferida para um improvável segundo turno .

É nesse panorama que o Palacio Anchieta moveu sua torre numa autêntica jogada de xadres: convocados, PP, PR, PTN, PSC, PHS e PRP fizeram ressurgir das cinzas o nome de Luciano Rezende, candidato do PPS, até então sem maiores chances, hipotecando apoio à sua candidatura.

Foi assim que um novo tabuleiro foi armado e nele as peças são movidas, com extrema cautela. Luciano Rezende e Luiz Paulo têm, ambos, penetração num mesmo segmento do eleitorado e qualquer dispersão de votos poderá levar a eleição para o segundo turno. Brasilia acompanha com interesse o desdobramento do jogo político capixaba.

O PPS, partido do candidato Luciano Rezende, é aliado do PSDB e dos democratas, e seus votos no Congresso são coerentes com essa posição. O partido do governador, (PSB) se posiciona como aliado do governo federal e seria compreensivel seu apoio à candidata do PT em Vitória.

Será?
Será se as pesquisas apontarem crescimento do nome da candidata nas pesquisas. Se na ótica do governo estadual o mais importante é a derrota da candidatura do PSDB, o nome de Luciano Rezende poderá ser uma alternativa.

O que não se pode evitar, nas forças governistas, é a incômoda presença do ex-governador Paulo Hartung e seu forte grupo político no outro lado da mesa.

Nessa partida de xadres eleitoral, Maquiavel pode fazer um roque, envolvendo o rei e a torre, para dar o cheque-mate com que o indiano Viswanatham Anand conquistou o título mundial, vencendo o israelense Boris Gelfamng numa disputadíssima partida de xadres, de desfecho até então imprevisível (Rubens Pontes).

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