O rádio 90 anos depois – Alencar Garcia de Freitas
18th junho 2012 · 1 Comment
Beirandoo primeiro século de sua implantação, o rádio, como escrevemos em oportunidade anterior,continua cada vez mais vivo e ativo como meio de comunicação, lazer e cultura.Tudo o que a televisão faz hoje, o rádio tem feito esse tempo todo com absolutosucesso: jornalismo da melhor qualidade; basta lembrar que alguns luminares daprofissão começaram no rádio; acontecia o mesmo com as novelas, com oshumorísticos e com as transmissões esportivas.
Cinquenta anos depois, nasceu atelevisão no Brasil e com ela a falsa profecia de que o rádio morreria, por nãosuportar a concorrência da imagem televisiva. Provou-se, no entanto, que orádio veio para ficar para sempre. Modernizou-se espetacularmente, inclusiveoperando em FM.
Costumamos dizer que o rádio pode fazer mais e até melhor doque a televisão em termos de notícias, por exemplo, porque ele pode dar anotícia em tempo real, chegando, imediatamente, ao local do acontecimento,antes da televisão, bastando usar um telefone fixo ou um celular e logo aopinião pública estará informada dos fatos.
Desde que o rádio surgiu no início do século passado, o mundo se transformou em umaaldeia global. Enquanto os jornais impressos às vezes demoravam semanas parachegar ao leitor, o ouvinte estava sendo informado no mesmo instante dosacontecimentos em todos os continentes. Outra vantagem oferecida pelo rádio – eisso também pela televisão – é que independe do ouvinte saber ler ou poder ler,basta ter a capacidade de ouvir para ficar bem informado sobre os últimosacontecimentos.
Tanto é assim que os programadores de mídia nunca abrem mão do rádio como meio decomunicação de massa, ainda mais com o advento das rádios comunitárias que têmsido muito úteis para interagir as comunidades carentes com os mais diversossegmentos do tecido social brasileiro. Cremos que o mesmo aconteça em outrospaíses, daí se poder afirmar que o rádio é o mais indicado instrumento parademocratizar e socializar a comunicação em geral, uma vez que é o maisacessível a todas ou quase todas as classes sociais.
Cremos que a internet com as redes sociais são as mais sérias concorrentes do rádio,embora a acessibilidade a elas esteja na dependência direta de um maior poderaquisitivo, enquanto que ele, o rádio, esteja bem mais ao alcance de todos ossegmentos.
O rádio continua sendo a maior escola de comunicação do Brasil e de outros países,contribuindo para construir cidadãos cada vez mais conscientes e comprometidoscom os princípios republicanos de que tanto necessitamos.
Alencar Garcia de Freitas é jornalista


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