Os enganadores | Gutman Uchôa de Mendonça
8th junho 2012 · 19 Comments
Compomos uma sociedade de cínicos. Em 1946, premido pela mulher, o então presidente da República, Eurico Gaspar Dutra, fez baixar um decreto proibindo todo tipo de jogo (jogo do bicho, carteado, etc., através dos cassinos) em todo território nacional. Dizem os historiadores, foi a pressão da Igreja Católica sobre Dona Santina, a mulher de Dutra, que o fez baixar aquela estultice…
Como compomos um país de cínicos, alguns audazes jogam às escondidas, em cassinos clandestinos, que existem por aí. Os endinheirados cruzam a fronteira e vão jogar em belos cassinos existentes, na Argentina, no Paraguai, no Uruguai, no Chile, nos Estados Unidos, na França e por aí afora, até em Portugal que, até bem pouco tempo atrás, era chamado de fiofó da Europa…
Ao invés de instituir uma política de cassinos, de casas de diversões em pontos estratégicos da nação, nas chamadas estâncias balneárias ou regiões desérticas, como os Estados Unidos fizeram com Las Vegas, o governo brasileiro passou a bancar o jogo através da Caixa Econômica Federal, num dos processos mais indecentes de monopólio que se tem notícia no mundo. Não quero ser contrário a que o governo banque a jogatina através da Caixa Econômica Federal, mas que permita que os nossos centros de turismo se desenvolvam, tenha atração para quem tem dinheiro para gastar.
Está pagando pecados, passado uma banda podre, como se dizia na gíria, um tal de Carlinhos Cachoeira, um contraventor que, dizem, estava distribuindo dinheiro com gente errada! Diabos, o homem soltava um Itaipu de dinheiro com a classe política, até através do senador Demóstenes Torres. O rapaz distribuía dinheiro de sua contravenção com os contraventores da democracia. Elegia muita gente, até quem sabe, seus inimigos hoje, que querem ver sua caveira, para que não fale nada…
Joga-se no mundo todo, rouba-se menos do que no Brasil, onde, sabe-se, é o maior reduto de ladrões no mundo, dos cofres públicos.
Caminha a passo de tartaruga no Supremo Tribunal Federal, processo contra 38 famosos políticos, contraventores do cinismo, que foram apelidados de mensaleiros, que viviam abocanhando mensalões para votar com o governo Lula e, duvida-se, que esses sábios da gatunagem sejam processados, porque, até no Brasil, processa-se muita gente, isso é verdade.
Se ninguém é punido, por que processar?
Quero ver a coragem, a determinação do governo, em estabelecer normas para a implantação do jogo, dos cassinos, nas estâncias balneárias e minerais do país, um negócio, sério, para que estados e municípios possam arrecadar.
Chega de iludir o povaréu com mentiras.
Gutman Uchâ de Mendonça é jornalista


Os cassinos sao parte de uma estrutura de turismo que hoje é a terceira maior industria no mundo e a primeira em serviço. Loto pode, mega sena pode, carne do bau pode….porque nao os cassinos organizados e geradores de emprego e renda.
Nobre Gutman, como publiquei há poucos dias no Donoleari.com, em aplauso ao que você acaba de escrever:
Pastaria imensa mas rala
em que pasta mestiço rebanho
que sobe-desce desenhando
trilhas sinuosas morro acima
para galgar obtusos píncaros
e morro abaixo para chegar
às margens dos brejais
e neles suavizar a sede…
Mestiço, eu pasto ralo pasto
em comunhão nalgum ponto
em que se perde o rebanho
preso às ambíguas trilhas
que vazam vales úmidos
e cortam toscas encostas…
Cercas farpadas e currais,
e cordas e laços e varas
de agudas pontas, cangas,
canzis e cambões, cangalhas
e carros de rodas rangentes,
zorras de forquilhas de pau…
Mestiçagem, eu mestiço,
rebanho de que se tira o leite,
de que se arranca o couro
e de que se come a carne…
Rebanho mestiço tangido
por cavalos gigantes e seus
peões que tocam berrantes
feitos de chifres mestiços,
morro abaixo, morro acima,
várzea afora, vou, rebanho
mestiço, mestiço e tangido
pelos amos dos currais.
A liberação da jogatina iria abrir muitos endereços para os ladrões de Brasília e alhures lavarem seus dinheiros; ficaria muito na cara; é preferível ficar como está, pois assim poderão continuar aparecendo misteriosamente prédios em balneários, como em Conceição da Barra(ES).
Penso que antes de mais nada, é preciso normatizar o jogo, dos cassinos, pois é mais uma forma de os municípios arrecadarem recursos, alé de atrair turistas, o que novamente gera recurso ao Estado. O brasileiro é um povo que possui um “falso pudor” falso moralismo”, dessa maneira continuaremos nas mãos dos governantes.Joga-se no mundo todo. E no Brasil, os maiores contraventores são os de colarinho branco. Deixem jogar e gastar quem tem dinheiro para o fazê-lo, será melhor para o País, vamos punir quem de facto merece ser punido, quem está tirando o dinheiro da merenda, da saude publica, do povo
O artigo de Gutman é lúcido e oportuno. A jogatina desenfreada, estatal e cínica, patrocinada pelo Governo Federal por intermédio da Caixa, é uma pouca vergonha. Não tem nada da imbecilidade do Thru you thru Trumman do Dutra, falante da língua inglesa aparentado do treinador Joal. Apoio inteiramente a idéia de cacinos privados nos balneáreos e estâcias hidrominerais. Parabéns ao Gutman pelo artigo!
Queiram me desculpar o “Cacinos”, colocado acima pelo engenheiro que fez o computador. Eu ainda escrevo “cassino”!
Esse tal Uchôa é um jornalista ultrapassado, um sujeito que tem vidraça. Foi e é um ardoroso defensor da ditadura militar, regime do qual se beneficiou e vive até hoje mamando nesse benefício.
Além de ser um critico do Governo Lula, esta muito mal informado a respeito do tal mensalão que não passa de uma farsa promovida pela direita com apoio da mídia hipócrita brasileira da qual ele faz parte, para derrubar o Governo de Lula.
Uchôa fala do mensalão, o que será que ele acha das revelações Pagot que não tiveram maior repercussão na mídia demotucana? O Jornal Nacional da TV Globo escondeu a bomba e o tema não virou capa da Veja. Nos jornalões, elas apareceram num dia e sumiram no outro. Agora, porém, o ex-dirigente do Dnit diz que está disposto a abrir o bico na CPMI do Cachoeira.
Será que Uchôa tão excitada juntamente com a mídia demotucana, com o julgamento do chamado mensalão do PT, dará destaque para a denúncia de propina e Caixa 2 de José Serra? Ou a sua seletividade é mesmo tão descarada?
Seu fanatismo, sua cega paixão, meu caro Paulo Roberto Filho, o deixam sem discernimento para o foco do artigo do jornalista, que é a questão do jogo. Você não disse se é contra, se é favor, não disse nada, como fizeram tantos outros que se manifestaram. Fora isso, você podisculhambá o jornalista quanto quiser. Afinal, aqui se exerce o pleno processo de permitir que todos se manifestem de acordo com suas preferências, ideologias, religiões, raça, cor, sexo, aqui ainda se exerce uma certa diversidade. Sapurquê, Paulo: porque ainda acreditamos que o bichomem pode conviver pacificamente, respeitando-se e respeitando os contrários.
Quanto à bandalha, à politicalha, haja saco pra aguentar tanta, nememo. Outra coisa extremamente chata é essa sua fixação somente nos defeitos dos seus opostos politicamente. Sabe, Paulo, há coisas mais inteligentes para se fazer do que procurar defeitos nos partidos, quase ex-partidos – o PFL tá acabando, o PSDB tá se danando. Agora, os partidos de “esquerda”, os de que você gosta, como o PP, PMDB, PSC, PPR e outros da “base aliada”, estão crescendo e as contas de alguns dos seus expoentes máximos também. Falar nisso, Paulo, como estão seus aliados, o malfeitor Fernando Collor, Renan Canalheiros, Romero Jucá, Jader Du Barbalho, Valdemar da Costa Neto? É tudo muito divertido.
Mas, sabe, tô saindo pruma taça de vinho, que é melhor, com certeza, do que as bobagens que acabei de praticar aqui.
Um adendo: o que quero dizer é que essa de apontar os que roubaram, delapidaram, maracutaiaram nos governos de Fernando Henrique Cardoso (não se pode esquecer dos governos Fernando Collor, hoje da “base aliada” desde criancinha, José Sarney, o Poderoso Chefão da Capitania do Maranhão e que manda adoidado nesta Ré Pública, de Itamar Franco, os da ditadura militar, Jânio Quadros, Juscelino Kubitscheck, e vai esticando pratrás até chegar em D. João) para justificar os que estão roubando nos dois últimos governos do PT – PMDB – o partido do Bispo Edízimo Mais Cedo ou MaisTarde, entre o de outras ratazanas partidárias, é da mais pura desfaçatez, um rico cinismo e confirma a célebre frase do Doutor Lulácio Honoris Causa da Silva naquela entrevista em Paris a uma repórter desconhecida niquiqui estourou o mensalão: “Nós estamos fazendo o que todos os outros fizeram antes”, mais ou menos assim.
Quanto a mim, só tô esperando o meu, caramba: não baixa uma maletinha vagabunda cheia de dólares não contabilizados no nosso Caixa 2ois, cacete!
Vivemos, acomodados com ela, uma fase em que a hipocrisia se instalou no país
que proibe o jogo e patrocina os caça niqueis da Caixa; que proibe a maconha
e e aceita os cancerigenos cigarros;
que prega moralidade e escancara-se aos escândalos da corrupção.
Faça o que eu dito (é dito mesmo), não faça o que eu faço, é o novo lema governamemntal.
Um dia ainda aparecerá alguém que dira como funciona o esquema dos sorteios das Megas acumuladas: as bola possuem dispositivo que as magnetizam e somente uma gruda na boca de saída do globo do sorteio.
É só reparar quando houver algum sorteio megacumulado: a bola fica presa e não cai! Mas alguns do desgraçado povinho manga-com-leite dirão: “É a força centrífuga!” E eu digo que no momento que o globo pára com a bola para cima, a mesma deveria cair, pois ele fica tempo suficiente parado para que se anule a tal força,e a bola deveria cair para que outra pudesse entrar no local!
E quanto a bola se magnetizar?
Fios de cobre são mais finos que fios de cabelo. Existem baterias tão finas que são transparentes. E os circuitos, idem transparentes, podem ficar espalhados pelas bolas (cada uma tem uma freqüência única para ser imantada) de maneira que o peso seja corretamente distribuído, burlando quaisquer controles ou auditorias sobre as mesmas!
São minhas suspeitas! Observem atentamente e verão que há lógica!
Que alguém prove desmontando ou descascando uma dessas bolas em rede nacional logo após um megasorteio megacumulado!
Agora, quanto ao assunto sobre mensalão (?) tocado acima, faltou algo em relação à Privataria e aos rapa-tachos no ES!
Quanto aos últimos, provado à exaustão pela PF, ninguém está preso!
Não só concordo como há muito venho defendendo a ideia da legalização do jogo. O Governo argumenta que o jogo promove a lavagem de dinheiro ilegal. Enquanto isso, lava-se dinheiro na Construção Civil, no mercado de combustíveis, etc, e nem por isso tais atividades são proibidas. Que se libere o jogo e que o fiscalize. Eu não apostarei simplesmente por que não sinto atração por essas coisas, mas cada um deve saber o que fazer com o seu próprio dinheiro. É o que muita gente faz apostando nas loterias da Caixa.
Oleari, e você só sabe me criticar!
Não concordo com nada que esse senhor fala, mesmo na verdade ele corre o risco de estar errado pelo simples fato do mesmo ter tido um passado de apoio ao regime militar.
Na verdade não concordo com nada nesse seu blog. Tento de dar uma moralzinha, perdendo o meu tempo tentando ler esse folhetim de direita disfarçado com ar de edição de província colonizada que por sinal é muito sem graça.
Se só sei te criticar, Paulo Roberto Filho, ínclito cidadão defensor dos poderosos domomento, você só sabe fazer uquê? Aprenda a ler, cara. Você pode criticar, repito, zingar, isculhambá o jornalista do jeito que quiser e sabe. Tenho nada contra. Nem a favor. Nem antes, nem pelo contrário. O que eu disse foi que você nbão respondeu, como fizeram tantos aqui, à questão do jogo, cassinos abertos, pelaí. É contra ou a favor? Foi só isso que eu disse quanto ao artigo. Quanto a gostar ou não, como já dizia minha avó, gosto e cu, cada um tem o seu.
Desculpem pelo atraso…
Ei! Vocês que chegaram antes, que coisa feia! Parem de discutir, por favor!
Que feio Oleari! Você usando o menor e mais sujo palavrão da língua-pátria, quando com a sua brilhante competência, poderia fazer uso dos mais brilhantes termos do nosso belo idioma! Já sei, já sei! Sua desculpa é a raiva, não é? Tudo bem, mas… eu não resisto! Puxão de orelha também vale aqui?
Muitos de vocês, talvez a maioria, provavelmente não aceitarão a minha modesta opinião. Afinal, como representante do sexo dito frágil, o que contesto com veemência, pois nem sempre tal fragilidade corresponde à realidade, o que vou dizer talvez não seja tido como algo que valha a pena, porém, mesmo conhecendo de antemão tal posicionamento, o meu direito de abrir o verbo me provocou até comichões na língua; por isso, a faladeira aqui tem ganas de deitar e rolar… e se tornar até inconveniente… porém, nesse caso, conto com a liberdade de imprensa e isso eu posso, não é?
Primeiro: Sim, eu sou contra o jogo, mas de forma irrestrita. Este que se pratica a portas fechadas ou semi-fechadas, na maior hipocrisia, ainda é pior do que o que o outro que se praticava às claras, embora não deixasse de ser um vício. Aliás, o vício do jogo rola até mesmo em casas de famílias importantes.
Não sou moralista, não! Mas sou cristã ou, melhor, falando às claras, sou espírita-cristã (kardecista) e considero todos os vícios como a desgraça maior da humanidade: alcoolismo, fumo – este último que durante quase vinte anos me dominou e do qual me livrei em boa hora – drogas em geral, sexo desbragado ou, melhor dizendo, luxúria, além de outros que tanto infelicitam a humanidade.
Repito: não se trata de moralismo, não! O que faço agora é dar um voto ao crescimento do ser humano uma vez liberto destes maus hábitos. Todos nós sabemos que o vício pertinaz do jogo já desgraçou famílias inteiras, já levou um sem-número de pessoas ao suicídio. Não posso ser favorável à reabertura dos cassinos com o fito de agradar aos apreciadores da jogatina nem me posto como um arauto de tal vício em favor do desenvolvimento do turismo ou coisa que o valha. Além disso, que outros benefícios o jogo pode trazer? O fato de proporcionar gozo aos viciados? E de avantajar as posses dos proprietários das casas de jogo?
Concordo com o Lachini quando este amigo comenta sobre outros tipos de jogatina tão celebrados no país, os da Caixa Econômica, por exemplo, dentre outros, a loteca, os caça-níqueis, a mega e, muito mais estranhamente ainda, as tais megas acumuladas???? Mistério…
Isso é um vexame nacional!
A meu ver, a Caixa é tão corrupta quanto os seus jogos que atraem principalmente os menos aquinhoados!
Mas sinto muito, meu amigo colatinense, por discordar acerca da recriação dos cassinos, ainda que me reconsiderem ultrapassada. Sem problemas…
Eu acredito que, para se conseguir algum resultado mais consistente, seria importante bater de frente com a imprensa escrita e falada mais badalada do país, cujo poder de fogo devia ser mais evidente e não tão devagar quase parando no que respeita à liberação ou não do jogo em nosso país. Os pronunciamentos são fracos e até mesmo displicentes.
Quanto a contar com os nossos políticos no sentido de que eles atuem definitivamente na solução dos problemas que assolam a nação, isso já se transformou em sonho impossível, pois os mesmos, a cada dia que passa, vão mostrando pouco a pouco a que vieram. Falta à maioria deles um real bom senso e uma boa dose de vergonha na cara!
Zélia, caríssima, aqui tem disso não: senta o cacete, abra o verbo, vocifere, diga seus palavrões favoritos – cristãos não usam palavrões? não sabia – puxe zoreia do Editor Chefão, que concebeua proposta do Portal Don Oleari Ponto Com para permitir a qualquer um e/ou uma expor o que lhes pintar nos neurônios restantes. Só tenho uma reclamação a fazer docê, cumpanhera: você diviaditá mais vezes por aqui pra azeitar a presença das muié e enriquecer com seu pensamento, suas posturas, sua presença.
Valeu, Oleari! Voltarei novamente,com certeza, compaheiro! Gosto muito deste seu Portal pela sua irreverência e por estar sempre
Valeu,Oleari! Voltarei novamente, com certeza, companheiro! Gosto muito deste seu Portal pela sua irreverência e por estar sempre na liça! Mande-me sempre seus e-mails! Receba o meu abraço de envolta a uma sincera amizade!