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Salve a Piranha brasileira! Diagonal | Oswaldo Oleari

6th junho 2012   ·   0 Comments

Obeésse: textim publicado orignalmente como “crônica” no velho caderno dois da velha A Gazeta, em março de 2009

Agora foi demais. Chega, passaram dos limites. Fiquei possesso, pruto dentro dos meus panos, diante de tamanho abuso da autoridade. Desejava ardentemente evitar abordagens beirando a politiquice e a politicalha, mas agora foi o suprassumo do abuso, do absurdo, do desrespeito.

Lancemos de saída o MNDP, Movimento Nacional Pela Dignidade das Piranhas. Afinal, não podemos, em sã consciência, aceitar que um nobre Senador da Ré Pública se julgue com poderes tantos que lhe permitam ofender e atingir a dignidade das nossas Piranhas.

A Piranha é nossa – copio o velho, esquecido e corroído islogan da nossa empresa petrolífera pré do pré-sal. Que mal fizeram ou fazem as Piranhas a suas Excelências, altos dignitários deste Brasil Varonil de um brado retumbante, que no céu da pátria brilha neste instante? Samba do “criolo doido” à parte, lembremos que muitos entre suas Excelências convivem há décadas e mais décadas com as Piranhas.

Convivem não?

- Estão querendo transformar o Senado Federal em boi de piranha – disse sua Excelência.

Lida a frase, inicialmente ficamos naquele diadema retroz entre se a ofensa maior estaria dirigida ao boi ou se, ao contrário, à nossa sagrada Piranha.

Lembrei-me até de amigo da nossa turma do velho inesquecível Britz da Gama Rosa, endinheirado da classe dos que a maledicência tratava como “novo rico”, que sempre formulava seu desejo maior:

- “uma das coisas que sempre quis muito fazer na vida foi conhecer as piranhas do Egito”.

Adiantava nada explicar, pois diante dos muitos goles madrugada adentro, ele esquecia e voltava a repetir seu velho desejo.

Mas, não. O boi só entrou na frase por força da tradição. Sua Excelência pretendeu atingir mesmo, lá no âmago (ahhh, eu sabia que um dia ainda ia escrever…” lá no âmago”) as nossas Piranhas, marca nacional genuína, fora qualquer patriotada.

Afinal, a Piranha é nossa. E nenhuma autoridade deste altaneiro País, por mais autoridade que seja, por mais poder que tenha acumulado ou acumule nos últimos 70 anos, tem o direito de arranhar a história e a dignidade da bela Piranha brasileira.

Convivem, sim!

Afinal, político burro nem nasceu. E político de clã dominante “brasilerim da silva” com cabelim pintado de acaju por cima da careca tá careca é de saber que em rio de Piranha, o poderoso e safo jacaré nada “discosta”. Pra salvar o seu – seu dele, o jacaré! Quinemqui qualquer ínclito Senador do Norte.

Oswaldo Oleare
donoleari.com

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  • Don Oleari
  • Don Oleari
  • Radialista, jornalista, publicitário. Ex-Editor de Internacional e de Política de A Gazeta, Vitória/ES. Fundador do Jornal da Cidade, ex-Debate, Jornal do MDB (1968/1970). Fundador da Eldorado Publicidade, primeira agência do ES. No rádio: "Clube da Boa Música" na Rádio Capixaba; redator da Rede Tupi de Rádio e Televisão em São Paulo; "Jornal Agropecuário" e "Café da Manhã, Rádio Espírito Santo; "Jornal do Povo" no canal 6, TV Vitória, (março/85 a março/88). Ex-colunista diário do saiti seculodiario, de 2000 a 2005. Fundador do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do ES. Fundador da Associação e do Sindicato dos Radialistas do ES.
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