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Imobilidade urbana! Imoralidade urbana! Caos absoluto! Alencar Garcia de Freitas

5th junho 2012   ·   0 Comments

– (Foto: reprodução TV Gazeta).

Não sendo esse o título do texto, poderia ser imoralidade urbana; tanto um como outro cairiam bem quando se discute a necessidade de melhoria da mobilidade urbana nos grandes centros, inclusive em Vitória.

Manhã de terça-feira, 5 de junho, centro de Vitória: total imobilidade ou imoralidade no trânsito! Caos absoluto! Dezenas de ônibus e centenas de veículos pequenos impedidos de circular. Só motocicletas conseguem passar porque entram e saem em qualquer buraco. Sirenes de ambulâncias da Polícia, do Corpo de Bombeiros e hospitais pedindo passagem (se fossem helicópteros até que poderiam passar).

Motivos do caos: obras na avenida Beira Mar, recapeamento do asfalto da avenida Jerônimo Monteiro e previsão de manifestação de estudantes em frente ao Palácio Anchieta. Só pode ser brincadeira com coisa tão séria!

Com o caos no trânsito, um dos focos da melhoria da mobilidade urbana, os prejuízos são incalculáveis. A economia sofre com o comércio e outros negócios amarrados, uma vez que as lojas de departamentos, os supermercados, os escritórios e outros serviços não podem funcionar a contento porque os colaboradores não conseguem chegar no trabalho a hora e a tempo para iniciar seus expedientes, aumenta significativamente o consumo de combustíveis com o veículos parados no trânsito, hospitais e outros serviços essenciais não funcionam; os telefones fixos e até os celulares ficam sobrecarregados. Quer mais?

Como se pode melhorar a mobilidade urbana sem um planejamento competente e uma execução de alta eficiência? Não dá para entender – desculpem pelo fato de insistir na mesma tecla – como é que o poder público teima em executar obras em corredores como avenida Beira Mar e avenida Jeronimo Monteiro em plena luz do dia, em um centro urbano tão estrangulado como o de Vitória?

O argumento de que as obras seriam grandemente majoradas se executas à noite não cola! Bastaria avaliar os prejuízos que o caos no trânsito causam: comércio e outros serviços funcionando precariamente, alto consumo de combustível e o elevado estresse causado aos motoristas e profissionais em geral, o que leva, sem dúvida, a uma queda considerável na produtividade de milhares de pessoas.

Imaginemos bem: obras ao mesmo tempo nos principais corredores da cidade e manifestação de estudantes no mesmo horário! Não é para enlouquecer? A idéia é que falta o mínimo de planejamento e que falta também autoridade competente para executar o planejado – se é que ele existe – para que os cidadãos não paguem um preço tão elevado pelos desmandos públicos, além de pagar tanto imposto como o brasileiro paga.

Gostaríamos que as autoridades que não atinam para essa cruel realidade ficassem na pele das pessoas comuns em um dia como esta terça-feira, 5 de junho, para ver se assim acordam para a urgente necessidade de melhorar a mobilidade urbana.

Chega de discurso!

Alencar Garcia de Freitas é jornalista

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