Final infeliz | Alencar Garcia de Freitas
25th abril 2012 · 2 Comments
- o Rio Mucuri
Sempre que vejo jovens na efervescência da vida partindo para a eternidade, deixando para trás muita coisa bonita que ainda poderiam comemorar, ainda mais quando se vão de modo tão trágico, como no caso dos cinco jovens, sinto o meu coração se comprimir tremendamente.
Foram vários dias de total sufoco vividos pelas famílias dos cinco universitários que estavam desaparecidos desde sexta-feira, 20 de abril. Eles iniciaram uma viagem em São Mateus, ES, com destino a Prado, na BA, onde comemorariam o aniversário da mãe de um deles. Fazia parte do grupo Rosaflor, que foi contemporânea de minha filha Juliana Gabriela, no Colégio Adventista de Vitória no curso do segundo grau.
Prefiro ficar com a foto dela, que saiu na imprensa, esbanjando um sorriso que era só seu. Sua mãe, Márcia, é uma irmã da igreja que freqüento. Guardo da menina, ainda, duas ocasiões que me marcaram muito: quando ela se arrumou, com a minha filha, lá em casa, para a festa de formatura de sua turma, e eu fui depois levá-las para a cerimônia; e de um sábado em que, após o culto, foi almoçar com a minha família. O tempo todo, nas duas ocasiões, chamava a minha atenção aquele sorriso largo e franco, que desejo manter sempre vivo na minha lembrança.
As fotos e imagens dos jovens que apareciam, até então, fartos de beleza e alegria, serão substituídos por cenas que, por favor, não desejo ver. Prefiro ficar com as primeiras, sobretudo no caso da Rosaflor, cujo nome corresponde plenamente ao brilho de sua vida; sorriso que me será inesquecível para sempre e desejo vê-la, por questão de fé, na gloriosa manhã da ressurreição de Cristo. Aí, sim, será um final feliz para sua mãe, para irmã e para os seus irmãos de fé.
Sempre que vejo jovens na efervescência da vida partindo para a eternidade, deixando para trás muita coisa bonita que ainda poderiam comemorar, ainda mais quando se vão de modo tão trágico, como no caso dos cinco jovens, sinto o meu coração se comprimir tremendamente. Todos universitários cheios de sonhos, cada um dando o primeiro passo na direção de um futuro melhor.
Pelas fotos postadas seguidamente, todas com sorrisos escancarados, algo próprio de uma juventude saudável, dá uma vontade imensa de sugerir – e sugiro, de fato – que essas imagens sejam reproduzidas cada vez mais nas redes sociais, para que as pessoas guardem na memória a beleza da vida e não a tristeza da morte, porque a primeira faz sorrir, enquanto que a segunda só faz chorar.
É com sorrisos assim que a vida continua e não com dores e choros.
Alencar Garcia de Freitas é jornalista


Embora muito triste também com esse final triste demais, ” quando morrer, não quero choro…”. Vidas vividas que nem Vinicius: “mas que seja infinito enquanto dure”. Abração
Claudio
Enquanto nossos meninos e muita gente se dana nas rodovias – como essa aí – no DNIT, Ministério dos Transportes, os Valdemar da Costa Neto, entre outros pastores do PR, fizeram a festa. Dinheiro pra restaurar e tornar rodovias travegáveis com níveis de segurança, não tem: pra enirquecer políticos bandidos, tem de sobra. Desculpe, deputado, minha revolta, mas encerrei o nosso programa “Clube da Boa Música” na terça 234 – terças, 8 às 10 da noite, Universitária fm, 104.7, http://www.universitariafm.com.br , com a frase “acharam os corpos dos estudantes”….