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Pau pra toda a obra, por Alencar Garcia de Freitas

7th fevereiro 2012   ·   0 Comments

Em política partidária alguns políticos só sabem cuidar do feijão com arroz do dia a dia; outros vão mais longe e conseguem ser pau para toda a obra. As eleições municipais deste ano estão chegando e mais de 5.000 municípios brasileiros já estão costurando, por meio dos seus líderes, os arranjos necessários para ver se fazem novos prefeitos ou reelegem os atuais. Os que se apresentam como paus para toda a obra, porque qualificados depois do exercício de diferentes cargos e/ou funções, certamente têm mais bagagem para oferecer à população, como plataforma, do que os neófitos, ou marinheiros de primeira viagem.

Quando o tabuleiro do jogo político é aberto e os pretensos jogadores se colocam em volta dele, aí é que se saberá quem tem as melhores cartas e as melhores cartadas.

A experiência da vida nos tem mostrado que, no jogo político, não bastam apenas discursos empolados, porque o eleitor está ficando cada vez mais esperto, o que é muito bom para a população. Não quer dizer que vez por outra ela não seja enganada. Afinal, enganador é o que mais existe nessa classe, infelizmente. A outra questão é o próprio eleitor que, em grande parte, ainda não aprendeu a votar com seriedade. Quem sabe se um dia chegaremos a um grau mais elevado de consciência política, para inverter essa triste realidade.

No caso específico das eleições municipais no Estado do Espírito Santo, as discussões vão ficar mais concentradas e acaloradas na Grande Vitória, porque é nessa região que está o maior contingente de eleitores; em razão disso, naturalmente as atenções dos políticos e dos meios de comunicação ficarão mais voltadas para as disputas eleitorais nas cidades que a compõem, o que é bastante compreensível.

Somos favoráveis a renovações na atividade política – já escrevemos várias vezes nesse sentido – mas desde que tais renovações não sejam como um jogo de xadrez no escuro, colocando em risco o bem público, que deve estar sempre acima de qualquer interesse corporativo ou paroquial.

Existem, sem dúvida, algumas renovações, casos raros, aliás, que têm construído um futuro melhor para as populações – e essas não podemos nos dar ao luxo de dispensar; existindo interrogação, com certeza o melhor é apostar em experiências bem sucedidas.

A nossa sorte é que os eleitores ainda terão pela frente quase nove meses – tempo para uma gestação normal – para escolherem, conscientemente, seus candidatos. Os nossos votos é que o façam com inteligência emocional.

Alencar Garcia de Freitas é jornalista

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