Filed Under:  colunas, posts

Psi.com, coluna de Márcia Dias Barbosa. Qualidade de Vida (IV)

2nd fevereiro 2012   ·   0 Comments

Parando para uma reflexão sobre o processo de desenvolvimento da pessoa, em nossa cultura, assusto-me com nossa incrível capacidade de nos colocarmos como espectadores da vida. Como disse no capitulo anterior, não nos permitimos questionar sobre nosso papel, nossa missão pessoal, familiar, social e até mesmo em relação ao Universo como um todo.
Nosso compromisso de expansão e plenitude é altamente comprometido pelo valor de ter e não de ser, Valorizamos a aparencia e não o que somos.

Temos gana de satisfazer nossos desejos imediatos, como uma forma de anestesiar nossos desejos mais íntimos não visíveis e, por isso, uma possível ameaça ao nosso aparente bem estar.

Temos um compromisso universal de aprender a diferença entre ter e ser, e adotar o ultimo para conhecer a sensação de ser livre,sendo feliz no aqui e agora.
Se fazemos a escolha inadequada pagamos um alto preço, até porque, não sendo uma escolha consciente, não há opção e, portanto, não há uma escolha em seu sentido mais amplo e profundo.
E é na velhice que o custo dessa decisão inconsciente é mais alto já que seu campo de ação torna-se mais limitado.

Uma visão sistêmica do processo de aprendizagem permite que se criem condições de ampliação ou aquisição de oportunidades na terceira idade, para que o ser conquiste seu espaço e possa expandi-lo como melhor lhe aprouver,inclusive em suas relações afetivas,gerando seres habilidosos e capacitados como pessoa e cidadão.

Considero algumas observações feitas ao longo de minha vida pessoal e profissional de grande valia como contribuição para o processo de transformação do constante criar e recriar.

Vale abrir novas alternativas de vida, buscando a transformação da energia interior, aprendendo a revitalizar e integrar as áreas física, afetiva, sócio cultural,intelectual e espiritual abrindo espaço para novas experiências e estabelecimento de novos objetivos.
Aprender a visualizar o que deseja como qualidade de vida,com alternativas afetivas,ocupacionais e espirituais, através de novos valores e padrões internos.

Considerar e permitir-se entrar em contato com o tema morte, como transformação de estado e não como perda total, lidando com o sentimento de perda reciclando os ganhos obtidos, compreendendo e aceitando a morte como um processo de renascimento. Se observarmos nossa vida veremos que vivenciamos a morte a cada segundo, em cada decisão que tomamos, seja ela de menor ou maior porte.. Para ganhar algo, é necessário uma escolha onde o não escolhido morre, no mínimo, até ser novamente re-convocado, ou não, em nova decisão.

Descobrir-se é alegrar-se pelo que se pode fazer agora permitindo-se descobrir que o tempo que tem pela frente começa neste momento e que ele só existe agora,enquanto está acontecendo. O tempo perdido não pode ser recuperado, passou, o presente não pode ser detido e futuro não existe,pois ainda não chegou e poderá não chegar.

O importante é reencontrar em nossa historia a ponta do fio que soltamos, sem nos penitenciarmos pelo que não fizemos. O primeiro ato é deixar de lado o que estamos fazendo para nos perguntarmos se amo o que faço, se faço o que gosto. Se não, identificar o que sei fazer, o que quero fazer, o que posso fazer e o que eu preciso fazer para alcançar meu objetivo.

Estabelecer um roteiro de viagem se não sei onde estou e para onde vou, não sairei do lugar.
E para isso é preciso determinação, qualidade que todos nós temos. Desenvolvida ou em estado potencial, e sempre é tempo de aprimorá-la ou desenvolve-la.
Preste atenção em sua historia e veja quantas vezes voce a utilizou quando o que desejava era importante para você.

Marcia
marciadbarbosa@gmail.com

By

Readers Comments (0)





  • RSS
  • Twitter
  • Facebook
  • LinkedIn