De volta ao Brasil, por Alencar Garcia de Freitas
2nd fevereiro 2012 · 2 Comments
Depois de sonhar em ficar rico trabalhando fora do Brasil, uma enorme leva de patrícios começa a fazer o caminho de volta à pátria querida; alguns com o sonho mais ou menos realizado; outros desiludidos, desapontados, estes sentindo-se, às vezes, como estrangeiros. Não se pode negar que aqueles que realizaram o sonho muitas vezes tiveram que comer o pão que o diabo amassou: comendo e morando pessimamente, fugindo de um lado para o outro correndo das autoridades por conta de sua condição ilegal, trabalhando dia e noite, tratados como marginais e portanto sem direito a nada.
Será que os que pagaram um preço tão alto, fora do seu país, correndo atrás de um sonho, se tivessem feito o mesmo, porém, aqui, com a sua cidadania garantida, não teria sido muito melhor?
O Brasil tem tido muitos altos e baixos, mas nos últimos tempos tem tido mais altos do que baixos. A maioria do seu povo tem vivido uma situação muito mais confortável. Diminuiu consideravelmente o contingente de pobres, vez que boa parcela deles migrou para a classe média – uns para a alta e a maioria para a baixa – mudando, assim, para melhor, o perfil dos que compram mais, consomem mais.
Às vezes imaginamos que o processo migratório de brasileiros para outros países, principalmente para o Estados Unidos e Europa, começou durante o ciclo militar que manteve os generais no poder por mais de 20 anos. No Governo Médici é que a coisa recrudesceu, com o mote de triste memória, que era um incentivo aos brasileiros que faziam oposição e às vezes nem tanto, bastava que olhassem com cara feia para o militares, para serem aconselhados com o “Ame-o ou deixe-o”, uma campanha destinada a induzir os brasileiros a irem embora do Brasil.
Mas os brasileiros – oposição ou não – eram e continuam tão brasileiros que muitos deles, embora praticamente enxotados do país, quase tudo que ganhavam suadamente lá fora era investido no Brasil, como prova de amor inconteste ao seu país.
Quando se ama a pátria para valer, faz-se como a brasileira Sheila, casada com o italiano Giuseppe, que sentindo as imensas dificuldades que a Europa está vivendo, resolveu voltar para o Brasil, para que juntos – ela, o marido e uma filha adolescente – possam continuar construindo o sonho de sucesso que não foi possível realizar na Itália, mesmo que para isso tenham que vender picolés nas praias e ruas de Vitória, como estão fazendo, de acordo com matéria publicada em A Gazeta do dia 30 de janeiro deste ano.
Alencar Garcia de Freitas é jornalista


O negócio é que tem gente hoje em dia que está incomodado com o País deixar de ser capacho das potências.
Esses reclamam em uníssono a nova condição de País credor do FMI ou coisas desse tipo. Coisas que o Brasil nunca antes fora!
Não aceitam de jeito nenhum!
Para eles, o lema “Ame-o ou Deixe-o” seria ideal! Eu até havia posto no FaceBook, Twitter e Orkut o adesivo da época, direcionado ao desgraçado povinho manga-com-leite, à imprensa golpista com seus colonistas e às castas sociais perpétuas (elite pensante), que não aceitam que um emergente sente ao seu lado em um shopping, avião, cinema, teatro ou restaurante! Que um emergente compre carro, TV HD, etc.
O interessante é que grande parte do povo trabalhador que só andava de ônibus interestadual agora vai de avião! Mas as rodoviárias ainda continuam lotadas. Porque um grande contigente nem de ônibus viajava! E agora podem!!!
Ah! Sim! A esses que não aceitam o Brasil de Todos e desejam a volta do Brazil de Tolos, digo: aproveitem o dólar barato e caiam fora!
Havia esquecido: http://donoleari.com/blog/2011/10/13/povinho-manga-com-leite/