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Concorrência de religiões, por Alencar Garcia de Freitas

17th janeiro 2012   ·   1 Comment

As religiões no mundo, segundo alguns dados levantados, são 2.000, representando quase todos os cultos. No Brasil, chegam a 92% de uma população de mais de 170 milhões de habitantes. Significa que não é religioso quem não quer, ou optou por não crer em nada. Nessas milhares de religiões estão incluídas as seitas, com certeza.

Aqui, no Espírito Santo e na Grande Vitória, a média de religiões é a mesma constatada nacionalmente. A propósito, tivemos a curiosidade de pesquisar em Carapina, por exemplo, no município da Serra, e descobrimos que só na avenida principal, que não é tão grande assim, existem umas oito igrejas, sem contar aquelas que ficam nas ruas transversais do bairro. Em alguns casos, ficam encostadinhas ou de frente uma para outra, convivendo pacificamente, o que é muito bom – e não poderia ser diferente – pois não estamos na Irlanda do Norte.

Pode acontecer, nesses casos, de surgir alguma confusão por parte dos não iniciados quanto ao que é religião e ao que é seita, a primeira fundamentada em doutrinas que são conhecidas e praticadas mundo afora e a segunda baseada em crenças seguidas por uma minoria que não acompanha o que é seguido pela maioria das religiões.

Embora as centenas de religiões tenham uma convivência aparentemente pacífica, há uma clara concorrência entre elas na disputa dos futuros membros e, conseqüentemente, dos dízimos e ofertas, porque para algumas delas conta mais a lã do que a ovelha…

Para os cristãos, a religião é a religação do homem com Deus; para os agnósticos e ateus, é o ópio que aliena as pessoas.

De qualquer maneira, não se pode perder de vista que as religiões e seitas têm oferecido uma grande contribuição para o desenvolvimento intelectual, cultural e social dos povos, concordando ou não aqueles que não crêem nessa afirmativa.

Na maioria das vezes, lares cujos membros praticam e levam a sério uma religião, os pais, filhos e irmãos vivem mais harmoniosamente, representando, portanto, menos problema para as autoridades.

Há anos, conversando com o prefeito de Vitória à época, ouvimos dele um depoimento muito interessante: os alunos das escolas do município que eram evangélicos tinham desempenho mais proveitoso, as melhores notas e davam menos problema para a direção, para os professores e mantinham uma convivência mais saudável entre os colegas.

A concorrência entre as religiões tem tudo para continuar sendo muito salutar à medida em que for pacífica, interativa e plenamente voltada para o bem comum da sociedade.

Alencar Garcia de Freitas é jornalista.

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Readers Comments (1)

  1. Luíz Carlos Pereira disse:

    O texto do sr Alencar Garcia de Freitas é interessante. Dá algumas escorregadas até compreensíveis ao falar num tom generalizado sobre a mensagem do Evangelho (não existe disputa por membros), sobre dízimos (ninguém é obrigado a dizimar embora isso tenha amparo bíblico), e ser religioso não significa absolutamente nada no perfil de um ser humano que busca santidade. O verdadeiro cristão tem a Bíblia como sua regra de fé e prática e não abre mãos de princípios e valores que ela contém, pois são eternos. Passar disso é conformar com esse mundo cruel, pecaminoso, enganoso e que não tem nada (a não ser destruição e morte) para oferecer.
    Parabéns pelo comentário.





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