Os Ianomanis nunca existiram, por Iberê Sassi, sugestão de Rubens Pontes
16th janeiro 2012 · 0 Comments
- A fotógrafa suiça Claudia Andujar entre os supostos Ianomanis.
O jornalista Rubens Pontes sugere a leitura do texto do indigenista Iberê Sassi e comenta:
- Oleari, o que se debate agora é a existencia ou não do grupo indígena que se convencionou chamar de Ianomani, avocado para justificar delimitação de extensas áreas da Amazõnia. O depoimento que se segue é de Iberê Sassi, respeitado indigenista, que vivenciou a “invasão” de missões na região, desde os governos militares.
“Salvação dos povos primitivos”
Iberê Sassi, indigenista
- Conheci Claudia Andujar em 1980 quando ela esteve no meu posto indígena (Serra Morena) em Rondônia. Suas idéias e posturas eram de dominação dos povos “primitivos” em busca de salvarem suas almas.
A mesma postura de todas as religiões cristãs do planeta…e tome proselitismo e dominação. Essa estória já é velha para os verdadeiros indigenistas. Em 1981 tentamos criar uma associação nacional de indigenismo exatamente para combater o avanço de grupos como a “Missão Novas Tribos do Brasil”, “Asas do Socorro”, os Salesianos e o famigerado “Christian Church Word Council”, que, embora em sua maioria de confissão Luterana, tinham inúmeros adeptos entre os católicos do Conselho Indigenista Missionário – CIMI.
Para terem uma idéia como a coisa ficou, dos 62 signatários da carta de fundação da associação 53 foram demitidos “a bem do serviço público” pelo Ministro Mario David Andreazza. Lembrem-se que estávamos submetidos à ditadura. Eu só não
fui demitido porque embora meu nome estivesse na lista, não assinei porque estava numa frente de atração em Rondônia.
- O indigenista revela que em suas andanças nas chamadas frentes de atração, jamais encontrou vestígios de supostos ianomanis, cuja criação ele atribui a poderosas organizações multinacionais para delimitar e ocupar vastas regiões da riquíssima amazônia brasileira.
Só fiquei sabendo um mês depois pelo rádio. Talvez eu seja um dos poucos servidores da FUNAI que percorreu TODO o território dito “Yanomami” durante o governo Collor. Foram os meus dados sobre a ocupação do território por
garimpeiros que permitiram a teatral (e inócua) explosão das pistas de pouso naquela ocasião.
Pude constatar diferenças gritantes entre os vários grupos que contatei naquela ocasião. Havia conflitos constantes entre eles (até hoje eles não se dão bem!) Existem outros inúmeros motivos para corroborar a tese(*) mas o Brasil é o País da mentira, não é? Sou ainda testemunha ocular de mais de 15 anos de atividade indigenista, mas quem sou para ser ouvido?
(*) Observação do jornalista Rubens Pontes, do Portal Don Oleari Ponto Com: a tese é a da não existencia das tribos ianomanis (Rubens Pontes).


