Fora de órbita, por Gutman Uchôa de Mendonça
16th janeiro 2012 · 0 Comments
Não é preciso ser urbanista, engenheiro de tráfego, agente de trânsito ou até mesmo motorista, amador ou profissional, para saber que o sistema viário brasileiro está atrasado 80 anos, desde que foram construídas as primeiras auto-estradas da Alemanha, dando as mesmas larguras e dimensões que conquistaram os países mais desenvolvidos.
Tem o Brasil a quarta frota de veículos do mundo e um sistema viário urbano ou interior que formam um mosaico de tragédias. São Paulo, por burrice dos seus administradores, estabeleceu dias pares e impares para os veículos com números terminais semelhantes, em suas placas, para circularem naqueles dias. O resultado foi que empresas e famílias passaram a ter dois, quatro, seis e assim veículos sucessivamente, conforme necessidades ou números de filhos, em idade de ir para o trabalho.
O problema (até em São Paulo) não é o grande número de veículos rodando, mas o espaço das vias de tráfego. Ruas apertadas, por onde mal e porcamente passam dois veículos, possuem estacionamento nos dois lados e, apertados, provocando engarrafamentos, permitem passar dois veículos.
No município da Serra, Espírito Santo, onde ainda não existe engarrafamento como São Paulo, o prefeito Sérgio Vidigal foi mais “inteligente” (não podia ser diferente…), proibindo o tráfego de caminhões em diversos logradouros importantes, inviabilizando o desenvolvimento das empresas instaladas no Civit (Centro Industrial), e também Arcelor, Vale do Rio Doce e o sistema de entrega dos estabelecimentos comerciais, que transportam a riqueza do município.
Pode até imaginar o Sr. Vidigal que, com seu Decreto nº 6033, vá reinventar a roda ou a pólvora. Na verdade, ele deve desconhecer que o sistema de transporte de carga, por caminhões, representa 4% da frota de veículos nacionais. Sem uma consulta, uma discussão com os empresários do município da Serra, com a maior concentração de grandes empresas do Espírito Santo, o prefeito Vidigal determina em seu decreto que suas medidas prevalecerão a partir do dia 2 de janeiro de 2012, e temos conversado…
Vá entender esse tipo de administração.
Fonte: JORNAL A GAZETA


