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Coluna “Viajante”
Jazz dusbão no El Perseguidor
em Santiago do Chile

6th setembro 2011   ·   0 Comments

Cristian Cuturrufo, baixim, gordim, comandando time e sonsaço primeira classe en El Perseguidor.

Pego o texto do Oleari emprestado para mais um giro da nossa coluna, desta vez por um delicioso bar no qual passamos a noite em Santiago do Chile. Volaremos lá brevemente (Lena Mara)

(Santiago, Chile) – Depois de cititurs, andanças, igrejas, museus, durante o dia, no nosso inabalável roteiro etílico-gastronômico-cultural, uma noite achamos um bar ducacete, El Perseguidor, no bacana bairro Bellavista, que nos havia sido indicado por Mr. John Lester.

Mr. Lester havia recomendado o bar Thelonius, que estava fechado no 11 de setembro (*), data em que os nativos chilenos recomendam aos forasteiros terem cuidados ao circularem à noite.

Mas, ninguém é idiota o suficiente para fazer um badernaço contra a memória da pinochetada no charmoso Bellavista, um lugar encantador. Houve manifestações em outra área da cidade, segundo os registros das autoridades e da imprensa com menor intensidade que nos anos anteriores.

Lá fomos nós para El Perseguidor para ouvir uma banda comandada por um tal Cristian Cuturrufo, um trumpetista baixim, gorduchim e com cara de maluco. Talvez, por isso mesmo faça o som dubarai que pudemos desfrutar noite inteira.

O quinteto, além de Cururrufo, conta com José Pino no trombone, Jimmy Coll no saxa, Milton Russem no contrabaixo e Carlos Cortés na bateria. É assim mesmo, sem guitarra nem piano. Os caras fazem um som durabu, um latin jazz, um latin funk, como dizem eles, ducacete. Nos deliciamos e ficamos felizes de termos sido inteligentes o bastante para encarar El Perseguidor.

O saxofonista me lembrou muito nosso Mr. Salsa na hora de puxar pelo gogó e tirar umas a la Armstrong. Na noite em que lá estivemos, a esse time juntou-se, mais tarde, outro trombonista, depois outro saxofonista e, aí, meus caros, foi aquela sonzeira ducarai.

Excelente noitada. E como eu e Lena Mara paramos de beber, aproveitamos para em Santiago, Mendoza e Buenos Aires só beber vinho, confirmando nossa religiosidade e nossa fidelidade ao deus Baco.

Mas ainda teríamos magnífica surpresa. Vinho e música de primeira até três de la madruga, meus caros, exige um rango para forrar, como dizemos nós, os plebeus.
Duas atendentes muito simpáticas, pedimos o cardápio e partimos. Escolhemos, sem muita fé na comida num bar de música.

Supresa: comida excelente, bem, servida, saborosa.
Depois, fui conversar com os músicos, anotei o imeil do Cururrufo, passei-lhe um alô, mas, pelo jeito, ele não recebeu – não respondeu. O jovem trombonista José Pino me falou: “o Brasil tem um grande trombonista, o Raul de Barros”. Nos abraçamos e festejamos São Raul de Barros.

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